13 de janeiro de 2014

A Temperança


Estabilidade, ponderação e equilíbrio.

O Anjo da Temperança nos coloca de frente com o nosso oposto, para que aprendamos a tolerar e a conter nossos temperamentos, concilia corações partidos ou opostos exige paciência, perseverança, tenacidade. Dá-nos um modelo de conduta pessoal e social para que possamos utilizar a medida certa para todas as coisas. O sal demais estraga e o doce em excesso prejudica.

O 14º Arcano significa o bom senso, que controla o impulso de nossa natureza humana e nos faz aceitar a natureza dos outros, pois o homem não é uma ilha solitária, vive-se em grupo e em interação constante com a sociedade, por isso, ela está voltada ao bem social ou ao bem comum.

13 de dezembro de 2013

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3 de dezembro de 2013

O Eremita



Tranquilidade, maturidade e introspecção.
É uma carta que simboliza o isolamento, restrição, afastamento enão oferece nenhuma esperança de realização, de progresso. Sua influência é neutra, recomenda paciência e dedicação ao consulente e aconselha-o a observar o seu caminho antes de cada novo passo. O Eremita não exige superficialidades, ao contrário, é sóbrio, básico no externo e profundo no interior.
Significa portanto, espírito de sacrifício, prudência, discrição, recuo, vigilância.

20 de novembro de 2013

O Amor no Colo



A dor não pede compreensão, pede respeito. Não abandonar a cadeira, ficar sentado na posição em que ela é mais aguda. 

Vejo homens que não têm coragem de terminar o relacionamento. Que não esclarecem que acabou. Que deixam que os outros entendam o que desejam entender. Que preferem fugir do barraco e do abraço esmurrado. Saem de mansinho, explicando que é melhor assim: não falar nada, não explicar, acontece com todo mundo. 

Encostam a porta de sua casa (não trancam) e partem para outra vida. 

Não é melhor assim. Não tem como abafar os ruídos do choro. O corpo não é um travesseiro. Seca com os soluços. 

Não é melhor assim. Haverá gritos, disputa, danos. É como beber um remédio, sem empurrar a colher para longe ou moldar cara feia. É engolir o gosto ruim da boca, agüentar o desgosto da falta do beijo. 

Será idiota recitar Vinicius de Moraes: "que seja infinito enquanto dure". A despedida não é lugar para poesia. 

Haverá uma estranha compaixão pelo passado, a língua recolhendo as lágrimas, o rosto pelo avesso. Haverá sua mulher batendo em seu peito, perguntando: "Por que fez isso comigo?" 

Haverá a indignação como última esperança. 

Haverá a hesitação entre consolar e brigar, entre devolver o corte e amparar. 

Vejo homens que somente encontram força para seduzir uma mulher, não para se distanciar dela. 

Para iniciar uma história, não têm medo, não têm receio de falar. 

Para encerrar, são evasivos, oblíquos, falsos. Mandam mensageiros. 

Não recolhem seus pertences na hora. Voltarão um novo dia para buscar suas coisas. 

Não toleram resolver o desespero e datar as lembranças. Guardam a risada histérica para o domingo longe dali. 

Mas estar ali é o que o homem precisa. Não virar as costas. Fechar uma história é manter a dignidade de um rosto levantado, ouvindo o que não se quer escutar. Espantado com o que se tornou para aquela mulher que amava. Porque aquilo que ela diz também é verdade. Mesmo que seja desonesto. 

Desgraçadamente, há mais desertores do que homens no mundo. 

Deveriam olhar fora de si. Observar, por exemplo, a dor de uma mãe que perde seu filho no parto. 

O médico colocará o filho morto no colo materno. É cruel e - ao mesmo tempo - necessário. Para que compreenda que ele morreu. Para que ela o veja e desista de procurá-lo. Para que ela perceba que os nove meses não foram invenção, que a gestação não foi loucura. Que o pequeno realmente existiu, que as contrações realmente existiram, que ela tentou trazê-lo à tona. Que possa se afastar da promessa de uma vida, imaginar seu cheiro e batizar seu rosto por um instante. 

Descobrir a insuportável e delicada memória que teve um fim, não um final feliz. Ainda que a dor arrebente, ainda é melhor assim.

Fabrício Carpinejar

1 de novembro de 2013

Os Amantes



Livre arbítrio, caminhos a escolher, prova, união, relacionamento, 
matrimônio, influencia do amor.

Um homem, entre duas mulheres, é alvejado por uma flecha do Cupido. 
Pode representar um homem dividido entre duas mulheres mas também pode representar simplesmente um casal.
 É a carta da união e do matrimônio. 
Pode representar para os consulentes de ambos os sexos a iminência de uma seleção a ser realizada; 
em certos casos, também, a infidelidade. 

É um momento propício para tomar decisões. Há barreiras que devem ser ultrapassadas. Tome a decisão com o coração.

24 de outubro de 2013

Um texto sobre a vida


A intensidade assusta, amar assusta, lutar por um amor assusta.
Somos sempre amadores diante do medo.
A sinceridade é quixotesca, é escandalosa, é inoportuna.
Toda declaração é patética. Como as cartas de amor. Como os apelidos entre os amantes. Como as juras no sofá.
Em vez de mostrar a importância do outro, o costume é se esconder. Em vez de abrir nossa vontade de permanecer junto, o costume é dissimular.
Em vez de expor o tamanho de nossa fragilidade, o costume é bancar o forte e intransigente.
Em vez de ouvir, o costume é se refugiar no orgulho.
Somos dependentes da aceitação mais do que do coração.
Não enfrentamos as críticas dos amigos, da família, preocupados com o nosso sofrimento.
Somos educados para a indiferença: o que incomoda precisa ser deixado de lado, o que atrapalha deve ser esquecido.
Insistir já vira chatice. Ninguém aguenta um assunto por muito tempo. Mas isso não é um assunto, é a minha vida.
Queremos merecer um amor mas, de modo algum, sofrer por ele.
Queremos alguém que não desista da gente, mas não oferecemos chance. Como crescer no amor sem superação? Como crescer os olhos sem o invisível?
Como recomeçar os laços sem humildade?
A ideia é se separar e não demonstrar nenhum sentimento? Como?
Ninguém é adulto no sofrimento. Só o cínico.
Ninguém é maduro no sofrimento. Só o insensível.
Vamos errar, beber, exagerar, tropeçar, gritar, explodir durante a ausência e se arrepender aos abraços e lágrimas.
Se ela diz que me ama, não faria sentido virar o rosto, a não ser que seja para receber seu beijo.
Posso não tê-la de volta, mas não terei me perdido e jamais terei desvalorizado sua força em minha vida.
O que pode parecer motivo de pena para mim é coragem.
Reserve a compaixão a quem se entrega para a mentira. Mentir para si é imperdoável.


Fabrício Carpi Nejar, ou Fabricio Carpinejar, como passou a assinar em 1998 (Caxias do Sul, 23 de outubro de 1972) é um poeta, cronista e jornalista brasileiro

23 de outubro de 2013

Amazing...


1 de outubro de 2013

A Lua


Nada é o que parece ser. Siga seus sentimentos e intuição

“Seja tua caridade inesgotável e tua paciência não menos inesgotável que tua caridade...”



25 de setembro de 2013

Prece

"Oh! Quão doce e consoladora é a certeza de que não há
entre nós mais do que um véu material que te oculta às
minhas vistas! De que podes estar aqui, ao meu lado, a me
ver e ouvir como outrora, senão ainda melhor do que outrora;
De que não me esqueces, do mesmo modo que eu te
não esqueço; De que os nossos pensamentos constantemente
se entrecruzam e que o teu sempre me acompanha e
ampara.

Que a paz do Senhor esteja contigo"

Prece espírita retirada do Evangelho Segundo o Espiritismo de Allan Kardec - Pág 544

A UM AUSENTE



Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste


Carlos Drummond de Andrade


SMC  

RIP - 25/09/2006