24 de janeiro de 2011


“Queria ter lhe conhecido antes, muito antes...
Para que nenhum de nós dois tivesse medos ou cicatrizes.
Queria ter estado com você,
quando seu coração descobriu o que era AMOR.
Quando seu corpo descobriu o que era DESEJO.
E antes que pudesse sofrer, eu estaria do seu lado,
amando-lhe. entregando-me,
e juntos poder ter aprendido, as lições da vida e do coração...
Queria ter lhe conhecido muito antes...
Quando suas esperanças começaram a nascer,
quando seus sonhos ainda eram puros,
e seus ideais ainda ingênuos...
Pena termos nos encontrado só agora,
já com o coração viciado em outros amores,
com uma imagem meio falsa,
Do que é felicidade,
Do que é entregar-se...
Queria ter lhe encontrado antes, muito antes...
Numa nova vida,
num outro tempo,
em que não precisássemos temer o nosso futuro,
nem nossos sentimentos...”

(Vilma Galvão)

20 de janeiro de 2011

O que é que há?




♪ O que é que há?
O que é que tá
Se passando
Com essa cabeça?

O que é que há?
O que é que tá
Me faltando prá que
Eu te conheça melhor?

Prá que eu te receba
Sem choque
Prá que eu te perceba
No toque das mãos
O teu coração...
O que é que há?
Por que é que há
tanto tempo
você não procura
meu ombro?
Por que será?...

...Porque será?
Que esse fogo
Não queima
O que tem prá queimar?
Que a gente não ama
O que tem prá se amar?
Que o sol tá se pondo
E a gente não larga
Essa angústia do olhar?!!!

Telefona!
Não deixa que eu fuja
Me ocupa os espaços vazios
Me arranca dessa ansiedade
Me acolhe, me acalma
Em teus braços macios
Macios!...

O que é que há?
O que é que tá
Se passando
Com a minha cabeça?
O que é que há?... ♪

(Fabio Jr)


"Todos os amores são conchas vazias, todos os corações um dia são partidos. Mas quando a gente encontra alguém pra deitar do nosso lado e contar estrelas com a gente, é como se uma pérola só nossa brotasse dentro da concha e fizesse a gente esquecer o escuro e a solidão. Eu sei que você tem medo e eu também tenho, mas a vida veio pra ser vivida e se um dia roubarem a sua pérola tenha apenas uma certeza: você não vai morrer e quando menos esperar outra pérola nasce. O nosso amor é burro, mas é bom. Quem escolhe se esconder dele por segurança não se machuca, é fato, mas também nunca conta estrelas de madrugada e nem, no final da vida, tem um colar de lembranças para contar."


(Rani Ghazzaoui)

11 de janeiro de 2011

Filhos brilhantes, Alunos fascinantes



Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais. Filhos brilhantes vão muito mais longe, conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.

Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.

Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.

Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.

O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.

Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.

Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros, uma pessoa sábia vai além, aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.

Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

(Augusto Cury)

7 de janeiro de 2011


Quero que me veja como eu sou. Não é difícil notar isso. Preciso que perceba em mim o que só eu mesma consigo ver. Preciso que você me veja! Quero que repare na sutileza do esvoaçar de meus cabelos sempre badernados. Quero que me dê sorrisos quando as palavras somem. Quero que veja como é doce quando eu falo que quero seu abraço. Quero que entenda que as minhas unhas curtas e constantemente roídas são por não saber do que virá, por sempre estar preocupada. Quero que sinta meu cheiro, e sonhe. Quero que meus grampos de cabelo te façam ver simplicidade. Quero te fazer ver que nem tudo é problema. Quero poder te mostrar que meu modo incoerente de conduzir, não causa atrito. Quero que perceba que eu não sou a pessoa mais inteligente que conhece, mas que sei o que é bom pra mim. Quero que ouça a verdade da minha poesia. Quero que sinta meu cafuné ausente. Quero te fazer bem. Quero só o seu bem. Quero que veja nos meus olhos, minha clareza e sinceridade. E quero tantas coisas, que de tanto querer, já não sei se elas existem. Ao que me parece, perecem.

Porque eu não quero que veja os meus defeitos e eu não quero vê-los também.


(Marina Percheron Menegusso)

5 de janeiro de 2011


"Como pode? Duas pessoas tão diferentes se amarem a ponto de não conseguirem desviar os pensamentos um do outro? Certo dia me perguntaram: Pq você se apaixonou? Eu repondi: Não sei… E talvez continue não sabendo. Eu simplesmente amo, acordo e vou dormir com ele nos meus pensamentos. E como podemos deixar que nossas diferenças nos afetem? Por que diante do amor, nós (humanos) somos às vezes tão racionais? Por que deixamos que o jardim tenha ervas daninhas?
Respostas que eu não tenho."

(Caio F. Abreu)

3 de janeiro de 2011

O Eremita


Esta figura representa a luz da inteligência irradiante em todas as direções, simboliza as experiências adquiridas no decurso da jornada e seus conseqüentes atributos: cautela (bastão), o poder de raciocínio (lâmpada), atitudes límpidas (interior do manto).

Um homem barbado, recurvado, de idade avançada, segura em sua mão direita uma lanterna, onde representa o conhecimento. Ele se apoia no bordão (bastão) da prudência, que o acompanha em sua busca.

O Ermitão mantém a lanterna bem perto dos olhos para se orientar melhor, mostrando a luz da inteligência e da sabedoria (esta lamparina também significa a luz da verdade). Significa também que a luz atinge o passado, o presente e o futuro. O tom escuro de seu manto simboliza a austeridade.

Ele segue sua viagem através do tempo como um solitário, tendo como único consolo a sabedoria que, às vezes, é um penoso fardo para ele. Este arcano se refere à acumulação de conhecimentos e está disposto a ouvir e ajudar os que o procuram. Representa o valor do conhecimento adquirido à custa de trabalho ininterrupto, que apenas mentes privilegiadas conseguem desenvolver.

Numa consulta, o Ermitão pode ser uma referência a algo que estava perdido, a uma revelação importante ao consulente. A luz do ermitão o envolve e o inclina à pesquisa paciente, aos estudos, ou faz com que o consulente se sinta incentivado a retornar um projeto abandonado há muito tempo.

A carta informa que ainda não é a hora para a resolução dos problemas. Sua influência é neutra, recomenda paciência e dedicação ao consulente e aconselha-o a observar o seu caminho antes de cada novo passo.

Seja antes de tudo prudente, deixe que a inteligência acenda a lanterna que iluminará suas ações e não jogue fora o manto de proteção que lhe foi dado por seus protetores. Pode parecer que você está só em relação ao assunto. Mera ilusão: você está muito bem acompanhado pelas forças espirituais.

Texto retirado da net

31 de dezembro de 2010

Pensar é Transgredir


Não lembro em que momento percebi que viver deveria ser uma permanente reinvenção de nós mesmos — para não morrermos soterrados na poeira da banalidade embora pareça que ainda estamos vivos. Mas compreendi, num lampejo: então é isso, então é assim. Apesar dos medos, convém não ser demais fútil nem demais acomodada. Algumas vezes é preciso pegar o touro pelos chifres, mergulhar para depois ver o que acontece: porque a vida não tem de ser sorvida como uma taça que se esvazia, mas como o jarro que se renova a cada gole bebido. Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo.
Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. Muita inquietação por baixo das águas do cotidiano. Mais cômodo seria ficar com o travesseiro sob a cabeça e adotar o lema reconfortante: "Parar pra pensar, nem pensar!"
O problema é que quando menos se espera ele chega, o sorrateiro pensamento que nos faz parar. Pode ser no meio do shopping, no trânsito, na frente da tevê ou do computador. Simplesmente escovando os dentes. Ou na hora da droga, do sexo sem afeto, do desafeto, do rancor, da lamúria, da hesitação e da resignação. Sem ter programado, a gente pára pra pensar. Pode ser um susto: como espiar de um berçário confortável para um corredor com mil possibilidades.
Cada porta, uma escolha. Muitas vão se abrir para um nada ou para algum absurdo. Outras, para um jardim de promessas. Alguma, para a noite além da cerca. Hora de tirar os disfarces, aposentar as máscaras e reavaliar: reavaliar-se. Pensar pede audácia, pois refletir é transgredir a ordem do superficial que nos pressiona tanto. Somos demasiado frívolos: buscamos o atordoamento das mil distrações, corremos de um lado a outro achando que somos grandes cumpridores de tarefas. Quando o primeiro dever seria de vez em quando parar e analisar: quem a gente é, o que fazemos com a nossa vida, o tempo, os amores. E com as obrigações também, é claro, pois não temos sempre cinco anos de idade, quando a prioridade absoluta é dormir abraçado no urso de pelúcia e prosseguir, no sono, o sonho que afinal nessa idade ainda é a vida. Mas pensar não é apenas a ameaça de enfrentar a alma no espelho: é sair para as varandas de si mesmo e olhar em torno, e quem sabe finalmente respirar. Compreender: somos inquilinos de algo bem maior do que o nosso pequeno segredo individual. É o poderoso ciclo da existência. Nele todos os desastres e toda a beleza têm significado como fases de um processo.
Se nos escondermos num canto escuro abafando nossos questionamentos, não escutaremos o rumor do vento nas árvores do mundo. Nem compreenderemos que o prato das inevitáveis perdas pode pesar menos do que o dos possíveis ganhos. Os ganhos ou os danos dependem da perspectiva e possibilidades de quem vai tecendo a sua história.
O mundo em si não tem sentido sem o nosso olhar que lhe atribui identidade, sem o nosso pensamento que lhe confere alguma ordem. Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada. Eventualmente reprogramada. Conscientemente executada. Muitas vezes, ousada. Parece fácil: "escrever a respeito das coisas é fácil", já me disseram. Eu sei. Mas não é preciso realizar nada de espetacular, nem desejar nada excepcional. Não é preciso nem mesmo ser brilhante, importante, admirado.
Para viver de verdade, pensando e repensando a existência, para que ela valha a pena, é preciso ser amado; e amar; e amar-se. Ter esperança; qualquer esperança. Questionar o que nos é imposto, sem rebeldias insensatas mas sem demasiada sensatez. Saborear o bom, mas aqui e ali enfrentar o ruim. Suportar sem se submeter, aceitar sem se humilhar, entregar-se sem renunciar a si mesmo e à possível dignidade. Sonhar, porque se desistimos disso apaga-se a última claridade e nada mais valerá a pena. Escapar, na liberdade do pensamento, desse espírito de manada que trabalha obstinadamente para nos enquadrar, seja lá no que for. E que o mínimo que a gente faça seja, a cada momento, o melhor que afinal se conseguiu fazer.
(Lya Luft)

27 de dezembro de 2010


“Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas, num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro. Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa. Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez. Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida. Um espaço para a gente quase se reinventar.

O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega.”



(Ana Jácomo)

25 de dezembro de 2010

Noite da Saudade


"A noite vem poisando devagar
Sobre a Terra,que inunda de amargura...
E nem sequer a bênção do luar
A quis tornar divinamente pura...
Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!
Por que és assim tão'scura,assim tão triste?!
É que, talvez, o Noite, em ti existe uma saudade igual à que eu contenho!
Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti,ó Noite!...Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou,nem o que tenho!!"
(Florbela Espanca)