(Texto retirado da net)
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Felizmente nos dias de hoje, estamos começando a ver os lobos como os nativos americanos, que o respeitavam por sua coragem, inteligência e imensa habilidade. Os xamãs muitas vezes vestem-se com capuz e pele de lobos resgatando a magia desse animal entram em seus corpos e mentes, de modo que possam adquirir perícia e habilidade. Nós sabemos que as lições que os lobos nos ensinam podem guiar nosso comportamento para com os outros e a vida.
Quando estão caçando, os lobos viajam em fila indiana. Quando o lobo alfa gasta maior energia. Ele vai abrindo caminho permitindo que os outros economizem suas energias. Quando ele se cansa, o líder sai da frente deixando que o lobo seguinte assuma a liderança. O alfa poderá agora seguir a trilha deixada pelos outros, trabalhando menos e recuperando as forças para os próximos revezamentos.
Todos na alcatéia têm seu papel, e o assumem visando o bem-estar geral. Muitos deles assumem o papel de babá, quando a mãe dos filhotes se ausenta em caçadas ou longos passeios. A maioria dos membros não pretende exercer a liderança, preferem ser caçadores ou vigias.
Desde pequenos os filhotes são treinados visando assumir sua posição de liderança no grupo. Como se sua vida e a da alcatéia dependessem disto. Eles aprendem se divertindo.
Muitas canções e lendas contam as incríveis habilidades do lobo. O sucesso do lobo em suas jornadas é devido à observação, a simplicidade de propósito, o trabalho em equipe, a curiosidade, serem detalhistas e principalmente a sua paciência.
O som dos lobos uivando é misterioso, triste, bonito e aterrorizador. Quem já teve a oportunidade de ouvir esse coro se sentiram maravilhados e ao mesmo tempo com medo. A melodia das vozes nos dá a impressão que estamos rodeados por uma grande quantidade de lobos.
Geralmente nesse momento em que escutamos o coro da alcatéia, só existem no máximo o número de oito lobos uivando juntos. Como nós, cada lobo tem a sua individualidade e tem o cuidado em não imitar os outros. Cada lobo na alcatéia assume o seu tom na sinfonia, procurando não imitar o outro, respeitando assim a singularidade de cada um.
Esse respeito pela individualidade enfatiza a verdadeira unidade da alcatéia. Eles são um todo, mas suas individualidades contribuem para o desenvolvimento da organização da alcatéia. Cada um tem sua própria voz, e ela é respeitada pelo demais.
Até hoje não se sabe exatamente porque os lobos uivam, só se sabe que eles foram abençoados com um talento que atravessa gerações, aperfeiçoando-se diariamente. Parafraseando Ernest Hemingway "Por quem os Lobos uivam? Eles uivam por nós Filhos da Mãe Terra."
Texto retirado do site: www.lobodo.cerrado.nom.br

Ordem Social
A ordem social dos lobos é muito evoluída, com um macho e fêmea alfa como líderes, um macho e uma fêmea beta como os segundos no comando, usualmente um omega no escalão mais baixo. O macho alfa tem força, habilidade para caça, facilidade para tomar decisões, personalidade marcante e muita bravura. É literalmente o líder do grupo. A fêmea alfa atua como sua companheira e como vice-líder da alcatéia. Sua personalidade é semelhante à do macho alfa. A sobrevivência do grupo depende da sabedoria, julgamento e liderança deles.
O macho e a fêmea alfa demonstram sua autoridade, jamais permitem que outros lobos "saiam de seus lugares". O macho alfa geralmente se concentra em manter os outros machos na linha, enquanto cabe à fêmea alfa dominar as outras fêmeas. O macho alfa frequentemente demonstra seu domínio rosnado, mordendo, perseguindo, dilacerando, ou descansando sobre outros lobos. Essa "lições" são entendidas pelos demais membros do grupo.
O lobo omega é o bode expiatório do grupo. Come por último, leva a culpa por tudo que não dá certo e é geralmente um alvo fácil para se atormentar. Enquanto os lobos alfa transmitem eficazmente sua autoridade, o lobo omega é um exemplo de submissão quando deita de costas com o estômago em posição vulnerável, ou quando caminha com a cauda entre as pernas. Todos os outros lobos o molestam.
A hierarquia dos lobos na alcatéia pode, com frequência, ser determinada pela posição que estes mantêm suas caudas. As caudas dos lobos alfas ficam levantadas. Os lobos médios mantêm posição baixa. Os lobos omega, como determina seus status, mantêm as caudas entre as pernas.
Muitos rosnados, resmungos, estrépitos, guinadas, arregaçares assustadores de focinhos acompanham a alcatéia, porém brigas sérias são muito raras. Eles mostram os limites do seu território marcado-o e uivando. Preferem a comunicação pacífica em vez da guerra.
Necessitamos dos lobos para nossa saúde espiritual. Lobos são a síntese da beleza, dignidade e inteligência. São espertos e duros e podem competir com qualquer coisa no mundo, exceto com armas, veneno e armadilhas; ou seja; o homem. Sua família nunca fica em segundo plano. Lobos são devotados às suas famílias e mostram grande sensibilidade em relação às necessidades de seus membros. Lobos são extremamente leais e esbanjam afeição a seus companheiros de grupo. Sua estrutura é complexa e bonita.
Texto retirado do site: www.lobodo.cerrado.nom.br

Desde os primórdios, nossos ancestrais pintavam lobos nas paredes das cavernas, e escolhiam-no como símbolo para sua tribo.
O lobo representa o lado selvagem e indomado da vida mais do que qualquer outro animal. No fundo de nosso âmago, nós seres humanos desejamos ser como eles.
Nossos ancestrais viviam da colheita e da caça, vivendo harmonicamente com os lobos e outros animais ditos selvagens. Já nos dias de hoje, com o "avanço" da humanidade e de suas tecnologias, podemos ter sucesso na nossa vida profissional e consequentemente sucesso material, mas enquanto isso, a nossa unidade familiar se deteriora dia a dia, fazendo com que busquemos um entendimento de quem somos, e procurando entender a nossa relação com a natureza. Já os lobos sabem quem eles são. Eles existem uns para os outros.
Nos vivemos desorientados, sem equilíbrio físico, mental e emocional numa sociedade turbulenta cheia de violência, divórcio, desemprego, hiper-população, fusões de empresas, enquanto os lobos continuam com o mesmo modelo brincalhão, participativo, eficiente e de união.
O mesmo ocorre com nosso sistema de Socialização que declina diariamente, já os lobos, colocam a educação, a proteção, a tutela e o aconselhamento dos mais jovens como prioridade. De algum jeito, eles sabem que o seu futuro depende de sua cria e agem de acordo com esse princípio.
Texto retirado do site: www.lobodo.cerrado.nom.br




Muitas são as qualidades dessa carta, mas eu acho pessoalmente que um aspecto forte do diabo é a distorção. Apesar de ser uma carta que aponta para nossos desejos e interesses mais ordinários, a aberração acontece no aprisonamento. A gente quer, muito, ardentemente, mas não se pode ter. Aí, aquilo insiste, insiste, até conseguir um atalho, um jeito de se dissipar. O julgamento externo ou entranhado de nossos princípios, ou seja, o nosso filtro do MENTAL deforma os desejos, transformam em algo compulsivo e que muitas vezes, toma o controle do pensamento.
E aí, quando isso se exterioriza é através de caminhos artificiais, perversos, ou que exijam grande força da psique para lidar ou… talvez trabalhar a favor destes instintos. É um desejo que se manifesta meio torto por assim dizer, pois não tem liberdade moral e social para se expressar. É o parece, mais não é!
Eu fico me lembrando das analogias do diabo com Lúcifer, também chamado estrela da manhã. Lúcifer foi expulso do céu, porque queria reconhecimento. Bem, não o teve e levou pé na bunda. A gente faz o mesmo com nosso lado sombrio e ele volta para se vingar, é insistente e insidioso. Se você não o reconhece em si…é pior.
A estrela da manhã é o planeta Vênus, que na astrologia tem todas as características do apelo pela aparência, desejo, conforto, vaidade, etc. E inclusive regem nossas relações, nossos afetos. Socrátes dizia, que o amor nada tem de bonito, mas é filho da miséria. Nos relacionamos porque algo nos falta, carecemos. O diabo vai nesse viés, da divisão, não nos sentimos completos, precisamos e precisamos! Ele vai naquele ponto do nosso vazio, fonte dos mais loucos desejos. Di-hablo….duas falas. Que conversam e brigam na nossa consciência.
O diabo é aquilo que todo mundo quer, mas se o desejo de todos fosse atendido, seria uma tragédia para a civilização como é constituída. Mas tem alguns que se lixam para isso e ainda se gabam, porque o diabo deles anda livre e dançarino.
O Diabo gera divisão, dúvida, não é a toa que a soma dá no enamorados. Começa lá no Adão em Eva, quando no paraíso tudo era perfeito, mas depois que comeram a maçã do conhecimento, a divisão se instaurou. Deram-se conta dos seus sexos, caíram no mundo da matéria e por aí vai. Tudo o que conhecemos se polarizou. Tudo virou “duas falas”.
O diabo é a palavrinha simples: o desejo. Mas esse desejo tem “uma qualidade”. Vejo o diabo como característico de aprisionamento e distorção desse desejo, por que ele em si, é simplesmente natural. O desejo nem fede nem cheira, ele simplesmente é. Ter mais de uma mulher aqui é traição, no oriente médio, quantas puder sustentar. E se ela não quiser sexo, você pode matá-la de fome. O diabo vem desse confronto com a cultura, seja nos crimes mais pesados, aos mais sutis. O desejo está lá, mas que bicho que ele vai virar?
Ele vira é aquela aberração, por causa dos caminhos que o desejo precisa tomar para ocorrer. Com as pressões exteriores, esse desejo saído original. Tratando-se de sexualidade mesmo… o básico todo mundo conhece, sabe para o que serve, etc. Agora o diabo passa justamente pelo filtro da nossa mente, pelas atrações e proibições sociais, e aí, quando vemos por exemplo, a sexualidade, quanta imaginação! Tanto para coisas cheias de glamour, quando o mais chocante, tipo pedofilia.
(Luciana Lebel)
“Falamos, então, não da existência do Diabo literalmente, mas sim de um fenômeno que tem seu quantum de energia psíquica,ou afeto, constelado num complexo, desligado da consciência, que podemos observar somente através de símbolos ou imagens organizados a partir de estruturas arquetípicas. A imagem do Diabo é sempre uma projeção da experiência emocional, vivida no momento de uma confrontação e uma tensão entre opostos,criada por uma cisão psíquica, e que tem uma função psicológica”.
Lygia Aride Fuentes em - "O Diabo Fascinosum"